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A comunidade científica da área de catálise já pode se preparar: o 7º ERCAT – Encontro Regional de Catálise da Regional 2 está chegando!
O evento dá continuidade à tradição dos encontros regionais promovidos pela Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat), reunindo estudantes, pesquisadores, professores e profissionais da indústria para dois dias de intensa troca de conhecimento, networking e discussão de avanços científicos na área.
Assim como nas edições anteriores, o ERCAT se consolida como um importante espaço para apresentação de trabalhos, debates técnicos e integração entre diferentes instituições e grupos de pesquisa.
Os encontros regionais da SBCat têm como principal objetivo fortalecer a comunidade catalítica, promovendo o intercâmbio entre academia e setor produtivo, além de incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis.
A programação do 7º ERCAT deverá contar com:
Data: 15 e 16 de outubro de 2026
Local: Belo Horizonte
O evento segue o modelo das edições anteriores, que reúnem participantes de diversas regiões para discutir tendências, desafios e aplicações da catálise em diferentes setores.
Já estão abertas as submissões de trabalhos para o XV ERCAT – Regional 3. Pesquisadores, estudantes e profissionais da área já podem enviar seus trabalhos para apresentação oral ou no formato de pôster.
O evento reúne pesquisas nas áreas de catálise e temas relacionados, promovendo a troca de conhecimentos, experiências e avanços científicos entre integrantes da comunidade acadêmica e tecnológica.
O XV Encontro Regional de Catálise da Regional 3 será realizado nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2026, em Foz do Iguaçu, no Paraná, reunindo participantes de diferentes instituições e centros de pesquisa do país.
Os interessados podem acessar o site oficial do evento para conferir as orientações de submissão, prazos e demais informações da programação.
Data: 7, 8 e 9 de outubro de 2026
Local: Foz do Iguaçu/PR
Mais informações e acesso ao sistema de inscrições e submissões AQUI!
Estão abertas as inscrições para oportunidades de bolsas de Doutorado e Pós-Doutorado financiadas pela FAPESP no âmbito do projeto “Dispositivos eletroquímicos avançados de conversão de moléculas e produção de energia”.
A iniciativa busca pesquisadores interessados em atuar no desenvolvimento de tecnologias inovadoras voltadas à conversão eletroquímica de moléculas e à produção de energia, contribuindo para avanços científicos e tecnológicos em áreas estratégicas relacionadas à sustentabilidade e transição energética.
O projeto envolve pesquisas avançadas em dispositivos eletroquímicos, materiais e processos voltados à geração e conversão de energia, promovendo integração entre ciência, inovação e aplicações tecnológicas.
Os interessados devem realizar a inscrição até o dia 15 de junho de 2026, por meio do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
A oportunidade representa uma importante possibilidade de formação acadêmica e desenvolvimento científico para pesquisadores que desejam atuar em projetos de alto impacto na área de energia e tecnologias sustentáveis.
Fonte: FAPESP
A organização do XV ENCAT da Regional 1 anunciou a prorrogação do prazo para submissão de trabalhos científicos e também para as inscrições com desconto, ampliando a oportunidade de participação no encontro.
Com a nova atualização, pesquisadores, estudantes e profissionais da área terão até o dia 1º de junho de 2026 para garantir inscrição com valores promocionais e enviar trabalhos para avaliação.
O evento reunirá especialistas, docentes, pesquisadores e estudantes para discutir avanços científicos, inovação e temas estratégicos relacionados à área de catálise, promovendo integração entre academia, indústria e centros de pesquisa.
Novo prazo: 1º de junho de 2026
Mais informações e acesso ao sistema de inscrições e submissões AQUI!
Eu nasci e cresci em Maringá, no Paraná, filha de uma professora e de um pai que partiu cedo demais. Foi minha mãe Maria Isabel quem, com determinação e poucos recursos, garantiu a mim e aos meus irmãos uma educação de qualidade; e foi esse presente que moldou tudo o que vim a ser. Ao ingressar no curso de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 1996, eu ainda não sabia ao certo qual caminho profissional seguiria. A resposta veio de forma inesperada e definitiva em 1998, durante uma palestra do professor Eduardo Falabella Sousa-Aguiar, que visitava a UEM. Naquele dia, pela primeira vez vi a catálise ser apresentada como uma arte — e fiquei completamente encantada.
A partir dali, busquei a professora Nádia Regina Camargo Fernandes Machado, que se tornou minha orientadora de iniciação científica e, mais do que isso, uma referência de atuação na docência. Foi ela quem me preparou para enfrentar a seleção do PEQ/COPPE, onde eu sonhava em estudar com o professor Martin Schmal, que havia sido seu orientador. Esse sonho se realizou. Ao longo de sete anos no NUCAT, realizei meu mestrado e doutorado sob a orientação do professor Schmal e da Maria Auxiliadora Baldanza (a Dora), em um ambiente de rigor científico e amizades que carrego até hoje. O reencontro com eles no ERCAT 2025 aqui na UFF foi um momento muito especial para mim.
Após o doutorado, um pós-doutorado com a Dra. Lúcia Gorenstin Appel no Instituto Nacional de Tecnologia (INT) aprofundou minha formação e me ensinou que a excelência não admite meios-termos. Foi também no INT que conheci alguém que se tornaria muito mais do que uma colega de trabalho: a professora Lisiane Veiga Mattos. Ingressamos juntas no Departamento de Engenharia Química e de Petróleo da UFF em 2009 e, desde então, construímos uma grande amizade, que vai muito além dos projetos e publicações.
Em 2012, fundamos juntas o LEMMA (Laboratório de Energia, Materiais e Meio Ambiente), um espaço que se tornou o coração da minha atuação em pesquisa na UFF. No LEMMA, tive a oportunidade de orientar diversos alunos e desenvolver projetos em colaboração com instituições, empresas e grandes profissionais da área de catálise, com quem aprendi e continuo aprendendo muito. Ao longo desses anos, as frentes de pesquisa se diversificaram. Hoje atuo em temas como oxidação catalítica de compostos orgânicos voláteis, produção de grafenos, fotodegradação de microplásticos e síntese de zeólitas a partir de cinzas agroindustriais. São temas distintos, mas unidos por uma mesma convicção: a de que a ciência aplicada com rigor e criatividade pode contribuir concretamente para os desafios energéticos e ambientais do nosso tempo.
Olhando para trás, percebo que a catálise não apenas definiu meu campo de atuação científica: ela foi o fio condutor que me ligou orientadores extraordinários, amigos inesquecíveis e uma carreira construída com propósito. Da palestra que me encantou em Maringá ao laboratório que ajudei a criar na UFF, cada etapa foi possível porque pessoas generosas acreditaram em mim e porque eu aprendi, desde cedo, que a ciência é, acima de tudo, uma construção coletiva.