
Minha trajetória na catálise começou durante a graduação em Engenharia Química na UFRJ. Em 1991, tive meu primeiro contato com a pesquisa ao participar de um projeto de iniciação científica no Núcleo de Catálise (NUCAT), sob a supervisão do Professor Martin Schmal. Entrar naquele laboratório foi algo muito marcante para mim. Foi ali que tive meus primeiros contatos com técnicas de caracterização, testes catalíticos e com o ambiente da pesquisa científica. Mais do que isso, foi naquele momento que comecei a perceber que queria seguir a carreira acadêmica.Minha trajetória na catálise começou durante a graduação em Engenharia Química na UFRJ.
Em 1991, tive meu primeiro contato com a pesquisa ao participar de um projeto de iniciação científica no Núcleo de Catálise (NUCAT), sob a supervisão do Professor Martin Schmal. Entrar naquele laboratório foi algo muito marcante para mim. Foi ali que tive meus primeiros contatos com técnicas de caracterização, testes catalíticos e com o ambiente da pesquisa científica. Mais do que isso, foi naquele momento que comecei a perceber que queria seguir a carreira acadêmica.Em 1992, conheci o Professor José Luiz Fontes Monteiro ao cursar a disciplina “Cinética e Cálculo de Reatores”. Fiquei encantada pela disciplina e pela forma inspiradora com que ele falava sobre cinética e catálise.
Surgiu, então, a oportunidade de fazer iniciação científica sob sua orientação, trabalhando com zeólitas no NUCAT. Essa experiência foi fundamental para minha formação e para que eu compreendesse melhor a importância da catálise para o desenvolvimento tecnológico do país. Foi também nesse período que a catálise deixou de ser apenas um tema de estudo e passou a fazer parte da minha trajetória de vida. No mestrado e no doutorado na COPPE/UFRJ, continuei trabalhando com catalisadores a base de zeólitas. Foram anos de muito aprendizado e crescimento profissional, convivendo com pesquisadores, professores e colegas que marcaram profundamente minha formação científica e pessoal.Em 2000, iniciei minha atuação como pesquisadora no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), a convite do Dr. Fabio Bellot Noronha. Foi uma fase muito importante da minha carreira, na qual atuei em projetos sobre conversão de gás natural e bioetanol em hidrogênio para aplicação em células a combustível. O INT teve papel fundamental na minha consolidação como pesquisadora, pela experiência técnica e pelas parcerias e amizades construídas naquele período.
Foi também no INT que conheci minha grande amiga e parceira de trabalho Rita de Cássia Colman Simões, com quem compartilho, até hoje, muitos projetos, desafios e conquistas.Desde meu ingresso na Universidade Federal Fluminense, em 2009, venho desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa, orientação e gestão acadêmica ligadas à catálise, energia e sustentabilidade. Na UFF, tive também a oportunidade de conviver com os Professores Fernando Mainier e Fabio Passos, grandes parceiros nas pesquisas e importantes incentivadores do meu trabalho na pós-graduação.Em 2012, juntamente com os professores Rita Colman, Luciane Monteiro e Fernando Mainier, criamos o Laboratório de Energia, Materiais e Meio Ambiente, do qual atualmente sou coordenadora, voltado à formação de recursos humanos e ao desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos desafios energéticos e ambientais em parceria com outras instituições e empresas.Atualmente, minhas linhas de pesquisa envolvem o desenvolvimento de catalisadores para produção de hidrogênio de baixo carbono, membranas para separação de CO2, processos catalíticos para conversão de CO2 em produtos de maior valor agregado e, mais recentemente, materiais fotocatalíticos aplicados à produção de hidrogênio e à transformação de compostos aromáticos derivados de biomassa.Ao longo de toda essa trajetória, a Sociedade Brasileira de Catálise esteve presente de forma muito especial.
Foi nos congressos da SBCat que apresentei alguns dos meus primeiros trabalhos científicos, fiz minhas primeiras apresentações orais, conheci pesquisadores que admirava e construí muitas colaborações e amizades. Entre 2011 e 2015, tive também a honra de atuar como vice-supervisora da Regional 2 da SBCat, experiência que reforçou ainda mais meu vínculo com a comunidade de catálise no Brasil.Hoje, olhando para essa caminhada, percebo que a catálise não definiu apenas minha área de atuação. Ela definiu grande parte da minha trajetória profissional e me proporcionou experiências, oportunidades e encontros que marcaram profundamente minha vida acadêmica e pessoal.


