Sou engenheiro químico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atualmente sou professor substituto no Departamento de Processos Orgânicos da Escola de Química da mesma instituição. Minha trajetória científica começou ainda na graduação, quando tive a oportunidade de participar de projetos de iniciação científica voltados ao estudo de sistemas micelares aplicados à recuperação avançada de petróleo. Esse primeiro contato com pesquisa despertou meu interesse pela interface entre fenômenos moleculares e aplicações industriais.
Ao longo da minha formação, percebi que a catálise ocupa um papel central na engenharia química moderna. A possibilidade de direcionar reações químicas de forma mais eficiente, seletiva e sustentável tornou-se um tema recorrente em minhas pesquisas. Durante meu doutorado em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos na UFRJ, realizado no LIPCAT (Laboratório de Intensificação de Processos e Catálise), sob orientação dos professores Eduardo Falabella, Pedro Romano e Camila Ferraz, investiguei catalisadores baseados em óxido de índio aplicados à conversão de CO₂ em metanol, buscando compreender as relações entre estrutura, propriedades eletrônicas e desempenho catalítico.
Atualmente, desenvolvo meu pós-doutorado também no LIPCAT, sob orientação dos professores João Monnerat e Pedro Romano, voltado ao estudo do coprocessamento de matérias-primas renováveis e fósseis em unidades de craqueamento catalítico em leito fluidizado (FCC). Este projeto é realizado em parceria com a Petrobras e tem como objetivo compreender os mecanismos de desoxigenação e transferência de hidrogênio envolvidos na conversão de bio-óleos e óleos vegetais quando processados conjuntamente com cargas fósseis. A pesquisa busca contribuir para o desenvolvimento de estratégias que permitam integrar matérias-primas renováveis às unidades industriais existentes, ampliando a produção de combustíveis com menor pegada de carbono.
De forma geral, minhas atividades de pesquisa concentram-se no desenvolvimento de materiais catalíticos e processos voltados à transição energética e à valorização de matérias-primas residuais. Nesse contexto, trabalho com temas como hidrogenação de CO₂, captura de carbono, reciclagem química de plásticos e síntese de materiais zeolíticos aplicados à conversão catalítica de biomassa e bio-óleos.
Acredito que a catálise continuará sendo um dos pilares da transformação industrial nas próximas décadas, e é extremamente motivador fazer parte de uma área capaz de conectar ciência, inovação e impacto ambiental positivo.


